Orgulho PcD: a importância de práticas inclusivas no trabalho

Ao pensarmos em inclusão, também precisamos compreender as barreiras ainda presentes e as atitudes que podemos adotar para promover um ambiente mais acessível e justo.

No entanto, mais do que isso, entender também como práticas inclusivas podem favorecer a inovação, aumentar a produtividade e enriquecer a cultura organizacional.

Como podemos ir além das adaptações físicas e implementar ações que incentivem a participação ativa e o protagonismo dos profissionais com deficiência nas equipes? Continue a acompanhar para descobrir!

Por que o Mês Orgulho da Deficiência deve ser reconhecido

Comemorado globalmente em julho, esse mês tem como marco histórico a promulgação da Lei dos Americanos com Deficiência (ADA) em 26 de julho de 1990. Essa legislação foi um marco fundamental, assegurando direitos essenciais para pessoas com deficiência, como a proteção contra discriminação no mercado de trabalho e o acesso a espaços públicos acessíveis, além do direito de utilizar animais de assistência e dispositivos de mobilidade sem sofrer constrangimentos.

No entanto, o significado dessa data vai além de uma simples conquista legal. Ainda em 1990, no mesmo ano da promulgação da ADA, foi celebrado em Boston o primeiro Dia do Orgulho PcD, o que deu início a um movimento crescente em busca de visibilidade e reconhecimento das necessidades da comunidade. 

Em 2004, em Chicago, ocorreu a primeira Parada do Orgulho PcD, que se consolidou como um evento anual de celebração e reflexão sobre os desafios contínuos enfrentados por essa população. Hoje, essa data se tornou um símbolo de resistência e da luta por equidade.

A história do mês dedicado às pessoas com deficiência (PcD) no Brasil é marcada por momentos importantes na luta por seus direitos. A Campanha Setembro Verde, iniciada em 2015, estabeleceu setembro como o mês de visibilidade e luta pelos direitos dessas pessoas. Além disso, outros marcos importantes incluem a criação da Fundação para o Livro do Cego do Brasil em março de 1946 e a celebração de datas como o Dia Mundial da Síndrome de Down em março. Estes eventos demonstram a contínua jornada pela inclusão e reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil.

Parte dessa visibilidade é representada por uma bandeira, criada em 2009 por Ann Magill. Com fundo preto fosco, ela exibe uma faixa diagonal composta por cores suaves, cada uma simbolizando um tipo específico de deficiência:

Quais os principais desafios da inclusão de pessoas com deficiência?

Um estudo realizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base em dados do eSocial de janeiro do ano passado, revelou que o Brasil conta com 545.940 pessoas com deficiência e reabilitados do INSS no mercado de trabalho formal. Desses trabalhadores, 93% estão empregados em empresas com mais de 100 colaboradores. 

A realidade é que, embora a inclusão tenha avançado, a efetiva participação de PcD na sociedade e no mercado de trabalho continua a ser um desafio, exigindo mudanças profundas e contínuas, pois ainda encontramos barreiras como: 

  • Ambientes de trabalho que não possuem infraestrutura necessária para garantir total acessibilidade. 
  • Programas de desenvolvimento para esse público ainda são escassos e, muitas vezes, não adaptados às suas necessidades específicas. 
  • O preconceito infelizmente ainda dificulta a inserção e a permanência dessas pessoas no mercado de trabalho. 
  • A insuficiência de recursos financeiros e a falta de fiscalização adequada na aplicação de leis voltadas à equidade também são desafios importantes.

Práticas inclusivas essenciais no ambiente de trabalho para promover a equidade

Após compreender os principais desafios enfrentados por pessoas com deficiência no ambiente de trabalho, é crucial identificar as práticas mais eficazes para criar um cenário igualitário, acessível e acolhedor.

  • Garantir que as instalações da empresa sejam acessíveis, com rampas, elevadores, banheiros adaptados e sinalização adequada. 
  • Oferecer ferramentas digitais como softwares de leitura de tela, legendas e sites compatíveis, permitindo que as pessoas desempenhem suas funções sem obstáculos.
  • Oferecer capacitação sobre diversidade.
  • Implementar políticas que reconheçam as necessidades de todas as pessoas, promovendo respeito, igualdade e oportunidades acessíveis.
  • Adaptar o ambiente de trabalho conforme necessário, por exemplo: flexibilidade no horário, ferramentas assistivas ou modificações no layout para garantir o desempenho adequado. 
  • Criar grupos de apoio para fortalecer a rede de suporte e promover o crescimento profissional dentro da empresa.
  • Garantir que a avaliação de desempenho leve em consideração as necessidades individuais, com critérios claros e adaptação das ferramentas de avaliação quando necessário.

Como a Vivo aplica a inclusão no seu ambiente de trabalho

A Vivo tem como ambição ser uma das empresas mais diversas do país, reconhecendo que a inclusão de diferentes perspectivas e vivências é fundamental para promover a inovação e o crescimento organizacional.

Conheça algumas das nossas práticas inclusivas:

  • Melhoria de espaços com rampas, piso tátil e placas em Braille para garantir acessibilidade física.
  • Softwares de leitura (Jaws/NVDA) e equipamentos de apoio para facilitar o acesso a nossos sistemas.
  • Programas de bolsas e turmas afirmativas, como no Lean Six Sigma, específicas para pessoas com deficiência.
  • Treinamento contínuo de gestores e equipes para garantir uma inclusão genuína em todas as práticas.
  • Mais de 60 iniciativas para tornar nossos serviços e produtos mais acessíveis.

Em 2024, contamos com 5,3% de colaboradores com deficiência em nosso time, e seguimos comprometidos com a ampliação dessa representatividade. Oferecemos oportunidades para que todas as pessoas possam crescer e se desenvolver na Vivo.

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Até a próxima. 💜

@vempravivo

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