Pessoas com autismo em cargos de liderança: desafios e oportunidades

Cada líder tem uma história, e a jornada de quem vive o autismo traz uma riqueza de perspectivas que, muitas vezes, passam despercebidas. Entender as particularidades do TEA (Transtorno do Espectro Autista) é fundamental para reconhecer o potencial de profissionais que, com o apoio adequado, transformam desafios em grandes oportunidades.

Neste artigo, abordaremos os desafios enfrentados por pessoas neurodivergentes ao ocupar cargos de liderança, as potencialidades que possuem e como a Vivo tem feito a diferença ao criar um ambiente inclusivo.

Entendendo o contexto e a singularidade do TEA 

O entendimento dessa condição neurodesenvolvimental exige reconhecer que as formas de comunicação nem sempre são verbais ou lineares, e que o contexto pessoal e os interesses de cada pessoa autista influenciam diretamente sua forma de se expressar. Muitas vezes, essas barreiras dificultam a interação com familiares e cuidadores, limitando o desenvolvimento e o bem-estar do sujeito.

Reconhecendo essa complexidade, a Vivo lançou o projeto “A Jornada do Autismo”, em parceria com a Associação de Amigos do Autista (AMA), que utiliza cartões de comunicação visual criados a partir dos interesses específicos de cada pessoa. Essa iniciativa, produzida pela Africa Creative, contribui diretamente para que pessoas, especialmente as não verbais, consigam comunicar necessidades básicas como ir ao banheiro ou ouvir música, promovendo maior autonomia e inclusão na vida cotidiana.


Principais desafios de pessoas com autismo no mercado de trabalho

Apesar do potencial e das habilidades únicas que profissionais no espectro autista trazem para o ambiente corporativo, eles ainda enfrentam inúmeros desafios que podem dificultar sua inclusão e desenvolvimento.

A ausência de estratégias objetivas e a falta de conhecimento sobre o transtorno entre colegas e gestores são obstáculos que precisam ser enfrentados com empatia e informação. Ao compreender essas dificuldades, as organizações podem criar práticas mais eficazes para garantir que a diversidade neurodivergente seja respeitada e valorizada. Confira alguns dos principais a seguir:

  • Barreiras na comunicação interpessoal;
  • Sensibilidade a estímulos sensoriais (barulho, luz, etc.);
  • Falta de adaptações no ambiente de trabalho;
  • Preconceitos e estigmas sociais;
  • Dificuldade no entendimento de normas sociais e comportamentais.

Para compreender melhor essas barreiras invisíveis que afetam o cotidiano desses profissionais, vale a pena conferir nosso conteúdo sobre deficiências invisíveis e sua relação com o mercado de trabalho. A leitura contribuirá para ampliar a compreensão e fomentar a criação de ambientes ainda mais inclusivos.


Oportunidades e potencialidades da liderança de pessoas com autismo

A liderança neurodivergente representa uma oportunidade singular para empresas que buscam inovar e se destacar no mercado. Pessoas no espectro autista possuem uma maneira única de observar o mundo, o que pode contribuir para soluções criativas e para uma gestão focada em resultados e em detalhes muitas vezes negligenciados.

Esses profissionais são reconhecidos por suas habilidades de concentração, pensamento crítico e capacidade de inovar diante de situações complexas. Quando essas qualidades são estimuladas, auxiliam na construção de organizações mais adaptáveis e preparadas para os desafios futuros. O desenvolvimento dessas lideranças é essencial para criar ambientes de trabalho verdadeiramente diversos e produtivos.

A seguir, destacamos algumas das habilidades que fazem dessa liderança uma peça-chave para o sucesso e a transformação organizacional:

  • Pensamento crítico e inovador
  • Persistência frente a desafios
  • Atenção aos detalhes e qualidade
  • Estímulo à diversidade e inclusão
  • Comunicação autêntica e transparente

Vivo e a construção de um ambiente inclusivo para lideranças neurodiversas 

A Vivo tem investido em uma cultura de inclusão que abraça a neurodiversidade e reconhece os talentos singulares das pessoas com autismo. Para aprofundar esse debate, promovemos uma live especial sobre Carreira e bem-estar de profissionais autistas, mediada pela Gerente Sênior da Consultoria Interna da Vice-Presidência de Pessoas, Marcela Calais, que destacou: “Será que aquilo que é invisível torna uma pessoa invisível? Claro que não.” A iniciativa faz parte da jornada de diversidade da Vivo, em parceria com a área de saúde, para promover conhecimento e acolhimento.

O neurologista do Hospital Albert Einstein e autista diagnosticado, Dr. Daniel Azevedo, foi um dos convidados e trouxe uma explicação detalhada sobre o funcionamento neurológico dessa condição. Usando a metáfora de um cérebro como uma orquestra cujo maestro não está totalmente afinado, gerando desequilíbrios sensoriais, como hipersensibilidade à luz e aos sons, ele destacou que ambientes de trabalho, como os da Vivo, precisam criar espaços e momentos para que profissionais autistas possam se autorregular: “Um adulto autista pode sofrer sobrecarga sensorial e precisa de momentos para colocar as coisas em ordem.”

Caio Bogos, CEO e Fundador da aTIP — consultoria especializada em inclusão e recrutamento de pessoas autistas — e da Mindversa, empresa focada em neurodiversidade, falou sobre sua experiência pessoal e profissional. Com diagnóstico recebido aos 26 anos, Caio destacou que classificações tradicionais do espectro autista são limitadas e que o foco deve estar nas potencialidades individuais. Ele enfatizou a importância da cultura de empatia nas empresas, incluindo a Vivo: “O nível de suporte pode ser um balizador, mas não é um determinante para o que a pessoa é capaz de fazer.”

Jaqueline Silva Santos, Gerente Geral de Loja da Vice-Presidência de Negócios da Vivo, em Blumenau, compartilhou sua jornada de autodescoberta após um diagnóstico recente de autismo. Ela relatou como a descoberta foi libertadora e transformadora para sua comunicação e autorregulação emocional, impactando positivamente sua atuação profissional. Jaqueline ressaltou a importância do diálogo aberto com seus familiares, pares e líderes da Vivo para promover um ambiente de aprendizado e inclusão conjunta: “Hoje, consigo falar do jeito que quero, sem me preocupar se vou ser inadequada no momento.”

Ao final da conversa, reforçamos nosso compromisso com a inclusão e o respeito às singularidades dos profissionais autistas, valorizando suas habilidades e criando ambientes acessíveis. Marcela Calais resumiu bem o propósito do encontro: “Nosso objetivo é ampliar o entendimento e trabalhar juntos para a diversidade ser valorizada em todos os espaços, especialmente no trabalho.” 

Convidamos você a acompanhar a nova websérie Vivo de Oportunidades, que traz colaboradores da Vivo que representam essa diversidade para compartilhar suas vivências profissionais, experiências de migração de carreira e competências de liderança.


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Até a próxima. 💜


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